DESCOBRI
Descobri que ficar triste, que chorar de noite, que ficar embaixo do chuveiro e misturar lagrimas com água,
Faz acreditar que o amanha ‘e como o horizonte não revela o outro lado, mas não esconde que existe.
Descobri que brigar, sentir ódio, bater a porta, rasgar fotos, cartas e deletar e-mails,
Faz sentir mais dor, mais medo, faz o horizonte sumir e a alma morrer.
Descobri que sorrir, que abraçar ate sentir o calor do corpo, que olhar nos olhos e declarar amor,
Faz o brilho da luz da lua e da luz da rua, clarear a alma, os olhos e o caminho que antes parecia não existir.
Descobri que olhar a lua em noites frias lembrando de momentos felizes do passado, que se aquecer num pulôver velho sob a neblina que cobre as folhas, que olhar a luz da varanda tímida pela noite de inverno, que requentar o café da tarde para não perder o espetáculo da noite, que bater os dentes resistindo o frio só pra lembrar os bailes dos sábados do passado ouvindo os Beatles.
Faz sentir a juventude voltando sobre os cabelos brancos e a pele enrugada, e o sorriso alegre revigorando a alma.
Descobri que conheci de verdade o amor, que em todas as formas de lembranças...
Eternizei o passado para viver o presente.
Lira Vargas 03/2008
quinta-feira, 21 de maio de 2009
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