MARCAS DO DESTINO
Márcia, jovem com 25 anos, chegou do interior de Minas, trabalhando numa loja de departamento, conheceu Abílio 50 anos, viúvo, advogado famoso em São Paulo. Em breve namoro, casaram contra a família de Abílio pôr achar Márcia muito jovem.
Abílio demonstrou um ciúme possessivo nos primeiros dias de união. Logo as brigas iniciaram com agressividade, mas depois arrependido, trazia presentes para Márcia, que caiu em tristeza absoluta, esta tentava convencê-lo que não havia motivos para ciúmes, pois o amava. Abílio , viajava muito, e quando retornava, revistava o quarto e o corpo de Márcia. Uma tarde, o jardineiro cuidava do jardim, Márcia tinha afeição pelas flores, foi orientar o mesmo, pôr acidente, um galho arranhou seu pescoço. Nessa noite Abílio voltando de uma viagem, ao beijá-la, percebe a marca no pescoço de Márcia, sua expressão de desconfiança assusta a Márcia, que lembra do ocorrido, mas foi tarde demais, Abílio a agride, até que Márcia com dificuldades, grita pôr socorro, o empregado vem a ajudá-la, e chorando Márcia pede ao jardineiro que conte o que acontecera. Este explica e Abílio envergonhado, pede desculpas a Márcia. Mas vai para o escritório dentre de sua casa, e admite que o ciúme era louco demais, e que a única saída seria fazer um tratamento com um psicólogo. No dia seguinte Abílio marca a primeira consulta, mas depois desiste do tratamento.
Os dias foram passando, Márcia confidencia a uma amiga seu drama, aconselhada pela mesma a pedir separação, ela percebe que não tinha outro jeito. Márcia então, planeja fugir para outro país, relata para o amigo o que faria, logo depois da separação, mas que não contaria nada a Abílio de seus planos. À noite, quando Abílio chegou do trabalho, trouxe um presente, para Márcia, era pulseira de esmeraldas. Márcia tenta explicar que não aceitaria, pois queria Ter uma conversa com ele. Abílio não a deixa falar. Convida-a para jantarem num luxuoso hotel. Márcia abaixa a cabeça e vai se arrumar. No trajeto até o hotel, o casal não conversa. Márcia olhando para as luzes da cidade, lembra com saudade do primeiro encontro com Abílio, de quando fora conhecer suas filhas casadas com filhos, da indiferença como fora tratado, do telefonema que a filha mais velha lhe dera no dia seguinte, dizendo que ela não tentasse amizade com a família. Seus pensamentos foram interrompidos pôr Abílio quando chegaram na porta do restaurante do hotel. Abílio parecia calmo, a mesa reservada. Márcia então, começa a falar para Abílio, que o casamento fora um erro, que uma separação seria inevitável, que eles poderiam continuar sendo amigos. Abílio, concorda passivo, Márcia fica surpresa e acaricia suas mãos. Abílio pede que Márcia nunca tire a pulseira de esmeraldas, Márcia concorda. Márcia pede licença para ir ao banheiro, nesse momento, Abílio tira do bolso um envelope, despeja em seu copo de vinho, Márcia retorna sem perceber, toma a bebida distraidamente. Após alguns momentos, Márcia começa a demonstrar sinais de cansaço, Abílio pede a conta e saem. Márcia relata que estava tonta, Abílio dá um sorriso e a olha com carinho. No carro, Márcia olha para o lado, tentando vencer o sono, as luzes da cidade ofuscam seus olhos, a estrada escura se aproximando, Márcia não reconhece onde Abílio a esta levando. O carro para nas margens do rio Tietê, Abílio salta abre a porta de Márcia, ela tenta resistir, mas Abílio carinhosamente diz em seu ouvido que era para o bem deles, carrega Márcia carinhosamente, Márcia tenta gritar, mas sua voz está fraca, segura na roupa de Abílio, mas é inútil, seu corpo rola ribanceira abaixo, na água fria do rio e na escuridão da noite.
Abílio entra no carro, uma sensação de alivio e dor, chora no volante, segue até sua casa, abre a porta da sala, o silencio o incomoda, vai até o quarto, volta pra sala e debruça na janela, o arrependimento o assusta. Corre para o carro, quer ir até o local, quer tentar Márcia, na estrada escura, Basílio faz um esforço para lembrar do local. Chega, grita pôr Márcia, direciona a lanterna para as águas do rio, inútil. Pega telefone, liga para a policia pedindo socorro. Chegam a policia, e iniciam as buscas, inútil, Márcia desaparecera no rio Tietê. Abílio sofre um ataque de nervoso, e é levado para um hospício. Passaram três anos, um dia Abílio recebe alta do hospital, sua filha vai buscá-lo. Na viagem, silencioso, Abílio lembra de Márcia, e desce uma lágrima de seus olhos. O sinal fecha, no carro ao lado, uma menininha acena para Abílio, quando ele responde o aceno, olha para os pais e fica assustado, o sinal abre, diz para a filha seguir o carro, dizendo que era Márcia, a filha finge acreditar, mas balança a cabeça, percebendo que Abílio ainda estava louco. Este para não comprometer seu estado de saúde, fica calado. Aquela cena não de sua cabeça. Chega o dia da consulta com a psicóloga, Abílio relata o fato, esta não acredita, mas não contraria suas afirmações, mas um dia a Dra. Sheila, investiga o caso e descobre que Abílio tinha razão. Relata o fato a sua filha, mas esta proíbe a psicóloga de revelar a verdade a Abílio.
E no decorrer das consultas, Abílio vai ficando cada dia mais nervoso, até que a Dra. Sheila relata o fato.
Abílio fica sabendo que Márcia conseguira sair das águas do rio, procurou socorro na casa de sua amiga, que era irmã de um advogado. Casou e teve uma filha.
Abilio não mais tocou no assunto e foi morar numa fazenda.
Lira Vargas
domingo, 31 de maio de 2009
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